quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

.nascida.


Hoje eu me vesti de preto. Tirei o sorriso dos rosto. Deixei mil lágrimas escorrerem sobre meu peito.
Contrai as mãos e rezei. Que os céus ouçam minha preces e orações. Meus pedidos sem êxitos. Minhas súplicas e desejos.

Não tão minhas.

Mas dela.  As mãos pequenas que não seguram moedas. O corpo sem fluxo sem malícia.
A boca que deseja o seio da mãe e nada mais.
Lamentei e pedi. Criança linda o que fazes aqui?
Seus olhos refletem as nuvens e o sol. Respire os gases do universo.
Mas saiba que na verdade tudo é o inverso.
Sem magia, cresça louca, presa em um infame labirinto. Não enxergue tudo.
Pois o todo é muito doloroso pra você.
Nada importa para aquele que nada sofre.
Transborde, respire. Beba da água e mate sua sede.
Procure somente em seu interior. Não deseje se não puder ter. TENHA Depois vislumbre o visual.
Daqui de cima tudo é tão calmo e lindo. Vem enxergar daqui junto comigo.
Não pare. Repasse. Se livra. Se joga.
Nem pense. Muito menos repense.

A plenitude é o horizonte do ser. E a maior maldição da vida é CRESCER.

(Taís Sacchi)

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