Por onde podemos começar quando estamos prestes a discutir um tema tão amplo como a HOMOSSEXUALIDADE?
Podemos pensar e agir influenciados por várias questões, dentre elas a mais relacionada a orientação sexual é a nossa cultura. Crescemos observando casais heterossexuais na mídia, nossos pais biológicos provavelmente são heterossexuais, a genética indica que só um homem e uma mulher juntos, através do ato sexual podem gerar filhos e assim somos condenados a esse padrão.
Diz-se que a homossexualidade é condenada desde muito tempo atrás:
Era uma vez duas cidades. Uma delas era Sodoma, a outra Gomorra. Deus castigou essas duas cidades jorrando contra elas fogo e enxofre caído do céu, pois nelas só havia crime e perversidade. Eram chamadas cidade do pecado. Apegados a propriedade, a guerra, ganância e sexo. è nesse cenário que pela primeira vez foi-se mencionada a palavra "Homossexualismo".
Relacionada e repugnada pelo local onde nasceu, a partir daí a homossexualidade passa por um longo processo de ignorância e indiferença.
Antes disso a homossexualidade já existia, não a idéia contraceptiva em sí, mas o ato.
Guerreiros lutavam com seu parceiro para que simultaneamente um protegê-se o outro contra o inimigo, na ilha Lesbos, origem da palavra "Lésbicas", Safo, uma ilustre poetisa deslumbrava seu amor por outras mulheres. Como vemos a homossexualidade está presente desde os primórdios, e concerteza existiu bem antes do que imaginamos. Foi somente a partir de certo momento da história que passamos a ter essa concepção relacionada também com a intenção da Igreja em provar o velho testamento de Eva e Adão e ligada também a economia regional que exigia a existência de um herdeiro para que se passasse a fortuna da família. Logo o heterossexual se torna o padrão.
Subsequentemente percebemos a repudiação também a qualquer um, ou coisa que fuja de um padrão. A moda, a tendência o desenvolvimento. O controle de uma minoria sobre uma maioria é concerteza mais fácil quando essa maioria é padronizada. Sem surpresas e inovações. Controladas por padronização, assim como fazemos com os produtos do supermercados: produzidos em série, embalados, rotulados e postos em prateleiras. Bem a vista daqueles que nos querem ver. Os que possuem defeitos e não podem ser comprados vão para o lixo.
Fica a dica.
(Taís Fernanda Sacchi)